Nota oficial: Sindicato dos Advogados-RJ repudia ação truculenta da PM contra a greve geral

O Sindicato dos Advogados-RJ lamenta e repudia a ação da polícia militar nessa sexta-feira, dia 28, que atingiu o movimento sindical e demais organizações que realizavam uma greve geral e manifestações em nosso estado contra as reformas pretendidas pelo governo Temer.

Desde o amanhecer de ontem o Sindicato teve informações sobre a repressão desproporcional utilizada pela PM contra manifestantes.

Os soldados utilizaram, indiscriminadamente, balas de borracha e bombas – temos relatos na parte da manhã de sindicalistas agredidos em Niterói e na capital.

Essa repressão despropositada culminou, no fim da tarde, com o ataque gratuito à manifestação que era realizada de forma pacífica por mais de 20 mil sindicalistas, partidos políticos e populares no palco histórico da Cinelândia – há um vídeo que mostra uma das duas bombas de gás que foram atiradas pela PM no palanque dos manifestantes; naquele momento, a multidão cantava o hino nacional.

Diretores do Sindicato dos Advogados-RJ inclusive participavam do ato e tiveram que se abrigar da pancadaria – uma bomba de gás foi jogada na estação do Metrô da Cinelândia onde centenas de pessoas tentavam se refugiar.

Mais de 500 professores se refugiaram no auditório do seu sindicato em local próximo e só conseguiram sair horas depois, tamanho era o perigo nas ruas.

Infelizmente, a ação da PM mostra como o despreparo em tratar os movimentos sociais ainda é grande.

O Sindicato dos Advogados-RJ reafirma o direito contido na Constituição de que os cidadãos e organizações sindicais, sociais e políticas podem se manifestar, livremente.

Ou esse governo federal, com o apoio do governo estadual falido em todos os sentidos, também quer nos tirar esse direito?

Já estão tentando rasgar a Constituição Federal com a destruição do artigo 7º da Carta, que contem os princípios dos direitos trabalhistas, com um projeto de lei imoral e capcioso recentemente aprovado pela Câmara.

Agora querem impedir a livre manifestação?

Apelamos, com isso, para que o Executivo estadual faça uma “mea culpa” em relação ao que aconteceu e se prepare melhor para as próximas manifestações – que virão, tenham certeza!

Também repudiamos a cobertura da grande mídia, que tenta desqualificar e criminalizar o movimento.

Reafirmamos, dessa forma, que o povo brasileiro tem o direito de não concordar com o que está sendo votado pelo Congresso e protestar sobre isso, de maneira pacífica, em uma tentativa de influenciar a opinião e o voto dos parlamentares.

Ou não estamos em uma democracia?

Álvaro Quintão – presidente do Sindicato dos Advogados do Estado do Rio de Janeiro.

Álvaro Quintão ataca a reforma trabalhista em manifestação no TRT-RJ

O presidente do Sindicato dos Advogados-RJ, Álvaro Quintão, discursou nessa quarta (26) no ato das entidades de advogados, juízes e serventuários contra a reforma trabalhista e em defesa da Justiça do Trabalho que foi realizado em frente ao prédio do TRT da Rua do Lavradio. Veja nesse vídeo o discurso de Álvaro.

 

 

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Advogados, magistrados e serventuários realizam ato no TRT contra a reforma trabalhista e em defesa da Justiça do Trabalho

O presidente do Sindicato dos Advogados-RJ, Álvaro Quintão, discursa no ato no TRT e conclama a presença de todos na manifestação do dia 28/04 (Foto: Rafael Gonzaga)

 

As entidades representativas dos advogados, juízes e serventuários realizaram um ato nessa quarta (26), no prédio do TRT-RJ da Rua do Lavradio, contra a reforma trabalhista contida no substitutivo ao projeto de lei nº 6778/2016 e que está sendo votado hoje mesmo pela Câmara dos Deputados. O ato foi uma defesa da Justiça do Trabalho e um alerta à sociedade para a destruição da legislação trabalhista que será implementada, caso esse substitutivo seja aprovado pelos deputados e depois pelos senadores.

O presidente do Sindicato, Álvaro Quintão, discursou ao público – ele defendeu a JT e pediu que os advogados, tal qual em outros momentos históricos, utilizem todo o arcabouço jurídico para impedir que a reforma atinja os jurisdicionados.

Álvaro informou que o Sindicato já requisitou ao Tribunal do Trabalho que suspenda os prazos e audiências marcados para essa sexta, dia 28, dia da greve geral contras as reformas trabalhista e da Previdência – ele conclamou os presentes a participarem das manifestações da sexta convocadas pelas centrais sindicais em todo o país.

A diretoria do Sindicato dos Advogados-RJ esteve presente ao ato em peso, tendo discursado o ex-presidente Sergio Batalha e o diretor José Antonio Fachada.

O Sindicato orienta os colegas que forem participar da manifestação dia 28 a se concentrarem às 17h nas escadarias do Teatro Municipal, na Cinelândia.

Os magistrados foram representados pela presidente da Amatra-RJ, Clea Couto, e pelo corregedor do TRT, José Nascimento, que também pediu que todos participem dos atos do dia 28/04. A ex-presidente da Amatra, a juíza aposentada Eliete Teles, também discursou e, de forma emocionada, pediu que todos defendessem a JT.

Falaram ainda o presidente da Acat, Luiz André Wasserstein; da Afat, Gil Luciano Domingues; o representante do MPT, o procurador Fávio Vilela; o representante do Sindicato dos servidores da Justiça Federal, Ricardo Quiroga; Rita Cortez, pelo IAB; o representante da Associação de Diretores e Chefes das Varas de Trabalho; o secretário geral da OAB-RJ, Marcus Vinícius Coelho, e o tesoureiro da seccional, Luciano Bandeira.

 

Toda a comunidade da Justiça do Trabalho se fez presente ao ato em defesa da JT nessa quarta, no prédio do TRT da Rua do Lavradio

 

Cláudio Lopes, Ex-procurador-geral do Rio vazou operação, diz delator

O ex-procurador-geral do Rio Cláudio Lopes  (Foto: Thiago Lontra / Agência O Globo / 7-8-2011   )

Cláudio Lopes, ex-procurador-geral do Rio

 

DO SITE O GLOBO (26/04): A Procuradoria-Geral de Justiça do Rio vai investigar o ex-procurador-geral do Rio Cláudio Lopes. Ele é apontado como responsável pelo advogado Cesar Romero, colaborador da Calicute, por ter vazado uma operação de busca e apreensão em sua casa, em 2010, quando era subsecretário-executivo da Saúde. Na época, Romero foi acusado de fechar contrato superfaturado de R$ 5 milhões com a empresa Toesa Service para a manutenção de 111 ambulâncias da rede estadual. Romero disse que foi avisado da operação pelo seu chefe, o então secretário estadual de Saúde Sérgio Côrtes.

Segundo ele, Côrtes o mandou ir para casa e destruir todos os documentos que o comprometiam, pois Cláudio Lopes avisara que haveria busca em sua casa no dia seguinte. Parte dos documentos foi eliminada em triturador, contou. Na ocasião, desconfiados do vazamento, três promotores responsáveis pediram o afastamento do caso.

A delação de Romero foi encaminhada pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal, ao atual procurador-geral de Justiça, Eduardo Gussem, que se declarou impedido e repassou o caso para o decano do Conselho Superior do Ministério Público (CSMP), Ricardo Ribeiro Martins, que pode instaurar inquérito ou oferecer denúncia ao órgão especial do Tribunal de Justiça, composto por 25 desembargadores e encabeçado pelo presidente do TJ, Milton Fernandes.

Leia o que o presidente do SIndicato dos Advogados-RJ, Álvaro Quintão, disse à Folha SP sobre a necessidade das delações irem além do Executivo e Legislativo