CUT/RJ elege nova direção

Do site da CUT/RJ: As delegadas e os delegados ao14º Congresso Estadual da CUT (Cecut) elegeram na tarde deste domingo (3/6) a nova direção da CUT-RJ para o triênio 2012-2015 e a delegação do Rio para o 11º Concut.O bancário Darby Igayara foi reeleito para a presidência da central. O último dia do congresso também debateu o texto base estadual proposto pela atual direção da CUT-RJ e a intervenção da central na Rio+20 e nas atividades paralelas, que contou com a participação dos secretários estadual e nacional de Meio Ambiente da CUT, Edison Munhoz e Carmen Foro, respectivamente.
Entre as moções aprovadas pelo plenário, destacan-se as de apoio à criação da secretaria de seguridade social da CUT, aos governos de Cuba e de Hugo Chavez, na Venezuela, à valorização do trabalho nos portos, à saúde pública e à anistia. Também foi aprovada uma moção de repúdio às política de demissões do Itaú.
A nova direção da CUT-RJ tem a seguinte formação:
Executiva
Presidência: Darby Igayara (bancário)
Vice Presidência: Neuza Luzia (servidora da UFRJ)
Secretaria Geral: Aurélio de Medeiros (químico)
Secretaria de Finanças: José Garcia Lima (trabalhador de tecnologia da informação)
Secretaria de Organização e Política Sindical: Indalécio Wanderley (metalúrgico)
Secretaria de Formação: Maria do Céu (professora)
Secretaria de Comunicação: Edison Munhoz (petroleiro)
Secretaria da Mulher Trabalhadora: Virgínia Berriel (trabalhadora em telecomunicações)
Secretaria do Meio Ambiente: Iraciny da Veiga (bancária)
Secretaria de Relações de Trabalho: Marcello Azevedo (bancário)
Secretaria de Saúde: Vitor Carvalho (petroleiro)
Secretaria de Combate ao Racismo: Antonio Barbosa (trabalhador do setor elétrico)
Secretaria de Políticas Sociais: Geraldo Nunes (servidor público federal)
Secretaria de Juventude: Thiara Nascimento (trabalhadora da alimentação)
Plena
Luiz Antonio da Silva – Buka (estivador)
André Marinho (professor)
Jadir Baptista (metalúrgico)
Marcelo Rodrigues (bancário)
Luis Claudio (metalúrgico)
Yeda (trabalhadora em telecomunicações)
Drummond (portuário)
Alessandra (trabalhadora da alimentação)
Tulio (professor)
Oswaldo (professor)
Uedson Barreto – China (rodoviário)
Sergio Amorim (bancário)
Luis Carlos de Lima (petroleiro)
Raimundo Nonato (metalúrgico)
Sandra (servidora pública municipal)
Juarez Antunes (operário da construção civil)
Luisa Dantas (trabalhadora da saúde)
Sergio Abade (petroleiro)
Marlene (bancária)
Renata (bancária)
Rodrigo (servidor da UFRJ)
Vera Lucia (servidora pública federal)
Conselho Fiscal
Francisco Izidoro (trabalhador em telecomunicações)
Nildes (portuária)
José Francisco (servidor público federal)
Jacozinho (trabalhador de saneamento básico)
Yeda (bancária)
Marilio Paixão (trabalhador de saneamento básico)

CUT/RJ: Aumento das barcas é tapa na cara dos trabalhadores

Do site da CUT/RJ: Nos anos 80 e 90, num quadro de um programa humorístico de sucesso na TV, um personagem boquiaberto com algumas notícias alarmantes tornou famoso o bordão: “ não precisa explicar, eu só queria entender”. Pano rápido. Em janeiro de 2012, os usuários das barcas também só querem entender qual é a mágica que faz com que uma concessionária que presta um péssimo serviço à população acabe premiada com o maior aumento de tarifa de transportes desde que a praga da privataria tucana avançou sobre o patrimônio público fluminense e nacional.
A perplexidade é geral diante dos inacreditáveis 60,7% de reajuste da tarifa da empresa Barcas S/A . Não custa lembrar que a inflação do ano passado foi de pouco mais de 6%. O prêmio de consolação inventado pelo governo do estado, que consiste em subsidiar (tirar do erário e pagar à concessionária) a tarifa dos portadores do bilhete único, cujo valor cairia para R$ 4,50, não torna, de forma alguma, menos absurda a decisão. Seria cômica, se não fosse trágica e debochada, a justificativa, que une governo e concessionária, para o reajuste astronômico : o sistema opera com grave desequilíbrio econômico.
Alto lá. Até parece que a Barcas S/A não vem lucrando porque fez investimentos extraordinários para melhorar seus serviços, que comprou inúmeras lanchas novas, que investiu em pessoal, que se esmera em proporcionar cada vez mais segurança, que enfrenta concorrência. Nada disso, muito pelo contrário. Com a conivência, no mínimo suspeita, da Agetransp, a agência reguladora que deveria zelar pelos interesses da população, o serviço prestado pela concessionária virou sinônimo do que há de pior, menos pontual, menos seguro e menos profissional .
Quem tem mais de 40 anos viveu os tempos da Codert, o órgão do estado que cuidava da travessia Rio-Niterói. Numa boa : alguém lembra de embarcações à deriva na Baía de Guanabara naquela época ? Dá para comparar o número de acidentes desse período com a triste sucessão de hoje em dia? E a pontualidade? Pergunte para algum quarentão se ele se recorda de ter chegado atrasado ao trabalho por conta de atraso das embarcações?
O fato é que até a tradicional estátua do índio Araribóia, da estação das barcas em Niterói, sabe que o marco da degradação do serviço é o processo de privatização das empresas públicas, tocado no Estado do Rio de Janeiro de forma insana e de costas para o interesse público pelo governo tucano de Marcello Alencar, nos anos 90.
E pensar que a tarifa das barcas durante um bom tempo oscilava entre 60% e 70% do valor das passagens dos ônibus que circulam no município. Com o megarreajuste, previsto para vigorar a partir de março, as barcas custarão mais do que o dobro dos ônibus.
O bravo deputado estadual Gilberto Palmares, que presidiu uma CPI na Alerj sobre os descalabros da Barcas S/A, anuncia que vai cobrar a realização de auditoria externa e independente nas contas da concessionária.
Claro que se trata de ótima iniciativa. Quanto mais cobrança e pressão pública, melhor. Mas o que o trabalhador e a trabalhadora continuam sem entender é por que diabos, no Rio, a incompetência, o descaso e o desrespeito ao usuário são premiados com aumentos milionários de tarifa. O governo do estado deve explicações. E como deve!
Direção da Central Única dos Trabalhadores no Estado do Rio de Janeiro – CUT-RJ

CUT/RJ: 'Alerj aprova piso e ignora perdas dos trabalhadores'

Do site da CUT/RJ: A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro aprovou nesta quinta-feira (9/2) o projeto de lei 1.185/12, do Poder Executivo, que reajusta o piso regional de salários em 14,13%. A votação se deu a toque de caixa, uma vez que a previsão era de que a matéria fosse apreciada apenas na terça-feira (14/2).
A pressa pode ser explicada pela decisão do governador Sérgio Cabral e de sua ampla maioria parlamentar de ignorar as perdas acumuladas pelo piso desde que ele foi criado no ano 2000, bem como o prejuízo que mais de 2 milhões de trabalhadores e trabalhadoras terão com o expurgo do mês de janeiro. O texto aprovado estabelece que os novos pisos terão efeito a partir de 1º de fevereiro e não 1º de janeiro, como cobrava a representação dos trabalhadores.
Infelizmente, o governador Sérgio Cabral mostrou-se insensível às reivindicações da classe trabalhadora do estado, responsável pelo dinamismo da economia fluminense e por todas as riquezas usufruídas pela sociedade.
Para se ter uma ideia da forma excludente como o governador conduziu as negociações, em nenhum momento ele recebeu a bancada dos trabalhadores, preferindo ouvir apenas os argumentos dos patrões, que exerceram forte influência na definição da mensagem enviada ao Legislativo.
Não menos lamentável foi a posição adotada pela grande maioria dos deputados. Alheios aos interesses da enorme parcela do eleitorado formada pelos trabalhadores, esses parlamentares se renderam sem maiores discussões à lógica patronal e à questões de poder, não permitindo sequer que a discussão avançasse e que os argumentos em defesa de um reajuste maior tivessem, ao menos, mais espaço na agenda do Legislativo.
A Central Única dos Trabalhadores, porém, já estuda formas de questionar na Justiça a eliminaçção do mês de janeiro da base de cálculo do piso. Também pretende dar ampla divulgação dos nomes dos deputados e deputadas que votaram de costas para a classe trabalhadora carioca e fluminense.